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A primeira ninhada de Terrier brasileiro a nascer aqui em casa, foi a ninhada "C" do Taduni.
Apesar de já ter tido muitas ninhadas da Gipsy e duas da Suzy, esta ninhada era, de alguma forma, especial... Afinal, era a raça que eu tinha escolhido como "minha"...
A relação de nomes foi cuidadosamente escolhida... Eu queria nomes bem brasileiros...
Quando a ninhada nasceu... Surpresa! De seis lindos e rechonchudos filhotes, apenas uma fêmea que batizei em homenagem a cadelinha de uma grande amiga: Catita.
Os meninos foram: Capricho, Carioca, Cafuné, Calvin e Caçula.
O fato de ter sido a única menina da ninhada, me pareceu um "sinal"... Sinal de que ela deveria ficar no Taduni.
Aos seis meses Catita do Taduni participou de Exposições Expecializadas em Porto Alegre e, apesar de nunca ter pisado em uma pista, nem ter sido especialmente treinada para isso, apresentou-se com desenvoltura e fechou o Jovem Campeonato.
Mas... Naquele mesmo verão, viajei em férias com a família, e a Catita, ainda uma filhotinha, ficou em casa com os outros cães, sob os cuidados de pessoa de inteira confiança...
Não sei o que aconteceu naqueles quinze dias (?!), mas quando voltei percebi uma mudança drástica no comportamento dela... As orelhinhas "colocadas" e o rabinho abanando alegre, deram lugar a uma postura "medrosa"... Movimentos bruscos a assustavam, latia desesperadamente para estranhos e só admitia um contato mais próximo comigo...
Com o tempo, as pessoas da casa já não a deixavam desconfortável, mas quanto aos estranhos...
Senti que sua carreira nas pistas teria que ser interrompida... O sofrimento que o ambiente de uma exposição lhe trazia não compensava os títulos que, com certeza, merecia...
Há pouco tempo conheci uma médica veterinária homeopata, e como sempre ouvi falar que a homeopatia é muito eficiente para problemas comportamentais, resolvi tratar a Catita com homeopatia...
Acreditem ou não, seu comportamento mudou muito... Já não se assusta tão facilmente, os estranhos não a incomodam mais e, alguns até conseguem a sua simpatia e amizade...
Catita não será uma Grande Campeã das pistas, como sua mãe, pois não quero submetê-la a este stress, mas o fato de ter superado o trauma que sofreu na infância a faz, certamente, uma Grande Campeã da vida.
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